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CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS



CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

A FONTE DO TEXTO QUE SE SEGUE É DO LIVRO CONTAR E ENCANTAR - PEQUENOS SEGREDOS DA NARRAÇÃO ORAL - EDITORA VOZES DA ESCRITORA CLEO BUSATTO.

O CONTADOR DE HISTÓRIAS cria imagens no ar materializando  o verbo e transformando-se ele próprio nesta matéria fluida que é a palavra.

O CONTADOR DE HISTÓRIAS empresta seu corpo, sua voz e seus afetos ao texto que ele narra, e o texto deixa de ser signo para se tornar significado.

O CONTADOR DE HISTÓRIAS nos faz sonhar porque ele consegue parar o tempo nos apresentando um outro tempo.

O CONTADOR DE HISTÓRIAS, como um mágico, faz aparecer o inexistente, e nos convence que aquilo existe.

O CONTADOR DE HISTÓRIAS trabalha muito próximo da essência, e essência vem a ser tudo aquilo que não se aprende, aquilo que é por si só. 

Contar histórias é uma arte, uma arte rara, pois sua matéria-prima é o imaterial, e o contador de histórias um artista que tece os fios invisíveis desta teia que é o contar.

A arte de contar histórias traz o contorno, a forma. Reatualiza a memória e nos conecta com algo que se perdeu nas brumas do tempo.

A arte de contar histórias nos liga ao indizível e traz resposta às nossas inquietações.

Contar histórias é uma arte porque traz significações ao propor um diálogo entre as diferentes dimensões do ser.

Contar histórias expressa e corporifica o simbólico, tornando-se a mais pura expressão do ser.

CONTADORES:ALEXANDRE DANIEL NORONHA E MARCO ANTONIO DA ROCHA

BOAS VINDAS!     APRESENTAÇÃO DOS CONTADORES Acordo de convivência (Combinações)

- Vocês gostam de histórias?

 

APRESENTAÇÃO DOS PARTICIPANTES

 

RITUAL DAS MALAS       CURIOSIDADE EPISTEMOLÓGICA!

INVOCAÇÃO DOS PALHAÇOS

 

 

APRESENTAÇÃO DOS PALHAÇOS: JUJUBA E LENGA-CHENGA

UMA ESTÓRIA - PALAVRA CANTADA

Eu vou te contar uma estória. Agora atenção. Que começa bem meio da palma da tua mão.

Bem no meio tem uma linha ligada ao coração. Que sabia dessa estória antes mesmo da canção.

Dá tua mão, dá tua mão, dá tua mão!

CONTAÇÃO DAS HISTÓRIAS

 

CERIMÔNIA DE DESPEDIDA

PÚBLICO ALVO

        Crianças da Educação Infantil até a quarta-série do Ensino Fundamental;

        Número de crianças por turma: até vinte cinco;

        Duração: Uma hora e meia;

        Datas e horários: à combinar.

CONTATOS:

alexandredanielnoronha@yahoo.com.br

marcoantoniodarocha@bol.com.br



Escrito por Brincar é Viver às 19h00
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CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Contação de Histórias

 

Os registros escritos mais antigos e as rodas de conversa tribais mais primitivas confirmam sem discrepância a sede do ser humano por uma boa história. E serviram, praticamente, a todos os tipos de coisas. Mitos e lendas de um período mais antigo, ora desacreditados ou sequer compreendidos forneceram grande parte da matéria-prima do que hoje passa simplesmente como histórias de animais, contos de fada ou aventuras românticas. (Campbell, 1997)

Esta sede do ser humano por uma boa história traz em si, a figura do narrador, do contador de histórias. A fogueira e o ritmo da noite, aconchegando ouvintes em torno dos acontecimentos guardados na memória do narrador tradicional, a música do tear entrelaçando as histórias que se contavam como cânticos de trabalho, praticamente já não existem mais, também há a distância e o tempo empurrando os olhos para as imagens prontas e as palavras frouxas que não acendem a imaginação.

Com tudo isso, contar histórias não é uma arte sem lugar às portas do século XXI?

Mas, vamos experimentar convidar algumas pessoas. Sim, pessoas! Aquelas que ainda podem ouvir algo mais que suas próprias vozes e que são capazes de acolher palavras, no silêncio preenchido por uma pausa, um gesto, um olhar. Juntá-las em semicírculo e ficar bem próximo a elas – a distância necessária para que cada uma sinta-se única sem prescindir do grupo – e, então, deixar o olhar a fitar o avesso e ir-se derramando, palavra por palavra, no córrego da emoção. É esse o primeiro passo para acordar a imaginação.

 

Então contar de reis e rainhas, príncipes e princesas, gnomos e duendes, meninos e meninas, animais falantes e coisas de outro mundo, e coisas desse mesmo mundo, só que contadas com jeito de quem viu ou viveu o que fala e repete a história com emoção renovada a cada vez. Sim, porque contar histórias depende muito também de quem ouve. As crianças se encantam com o possível e o impossível. Os adultos se encantam em vislumbrar um caminho que lhes devolva o sonho. (Cisto, 2001, p.22)

A História, o Conto, a Fábula, a Lenda, o Mito

 

Dando vida ao clown (o palhaço), que interage e produz espelhos da vida quotidiana através de seus atos, de suas contações. Utilizando a contação como forma de aproximação ainda mais profunda tocando no sensível e sendo tocado, afetando e sendo afetado.

A alfabetização se constrói na articulação entre a compreensão dos signos e a compreensão do mundo, ler o livro e ler o mundo.

Cisto (2001) nos dá a grande dica para ser um bom narrador de histórias: ler muito; os livros, as placas, os gestos, as pessoas, a vida que vai em cada coisa. E não ter pressa – o contador de histórias tem que ter paixão pela palavra pronunciada.

 

Mas, igualmente deve ser sua paixão pelo silêncio. Só quando o silêncio interior se torna insuportável é que o contador está pronto para contar uma história. É preciso estar cheio desse silêncio para que contar a história seja absolutamente necessário. Toda preparação de história produz um rumor silencioso que vai se amplificando até explodir na palavra. Esse é o processo de maturação de uma história, sem o qual não há contação! (Cisto, 2001, p.24)

 

Quem conta tem que estar disposto a criar uma cumplicidade entre história e ouvinte, oferecendo espaços para o ouvinte se envolver e recriar. Esses espaços podem ser construídos pelas pausas, silêncios, ações, gestos e expressões, de forma harmônica. (Cisto, 2001).

 

Uma história é feita, na cabeça do ouvinte, pela construção de expectativas, frustrações, reconhecimentos e identidades. O que se oculta e vai sendo revelado aos poucos é próprio do jogo, também da linguagem. É por isso que o contador de histórias é também aquele que descobriu que brincar com as palavras é prazeroso.

 

Quando optamos por contar histórias, optamos por uma série de resgates: recuperar nossa infância e as fogueiras invisíveis que sempre imaginamos, a magia ideal para acender uma história; reencontrar nossos folguedos, medos (porque não?), mitos e, assim, refazer nossa trajetória afetiva; redefinir nossa imagem social diante daquilo que nos tornamos; revisitar nossa noção de cidadania para redimensionar nossas crenças na palavra como gesto sonoro capaz de se propagar ao infinito e incitar mudanças; remexer nossa imaginação com cargas sempre maiores de liberdade; recompor o lugar de seres criadores que todos ocupamos no mundo.



Escrito por Brincar é Viver às 18h51
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